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Desabafos

Enviem-me boas energias…estou a precisar!

Hoje estou cansada, estoirada! Nunca pensei que ficasse tão desgastada a tentar conciliar tudo nesta nova fase da minha vida. Até a escrever tenho dificuldade em me concentrar, e são várias as vezes que disperso o pensamento e viajo para outras realidades. 

Hoje precisava de um momento só para mim! Não me interpretem mal, eu sou muito feliz e muito agradecida por tudo o que tenho na vida. Não me quero queixar de barriga cheia mas tenho o direito de desabafar. Desabafar convosco faz-me sentir menos estranha, faz-me sentir que tudo aquilo que estou a passar é normal, é expectável. Sei que não estou sozinha nesta luta, sei que vocês também precisam deste desabafo, destas palavras…

Não durmo há meses, ter regressado ao trabalho exige uma maior organização e não estou a conseguir. Chego a casa, dou o jantar aos miúdos, dou banhos e às vezes são 23h e ainda não comi. A primeira coisa que me aparece à frente é aquela que vou ingerir, pois estou esfomeada e não tenho paciência para preparar uma refeição àquela hora. Durante a noite eles acordam mais de 3 a 4 vezes, sinto que não chego sequer a entrar no sono e estou apenas a “descansar” os olhos. Acordo com a sensação que me deitei há 30 minutos… Preciso de encontrar o meu ponto de equlíbrio! Sou uma pessoa bastante organizada e estou a stressar por não conseguir encontrar o meio termo que preciso.  

Tenho de começar por algum lado e acho que vou começar por colocar a casa em ordem, por destralhar… Sabem que a casa é um pilar fundamental para o nosso bem-estar certo? É aquele lugar onde nos refugiamos do ritmo acelarado do mundo exterior e eu estou a sentir a casa estranha, com muitas coisas, com as energias pesadas e sinto que não está em harmonia. Sinto falta de me sentir bem dentro daquelas 4 paredes, sentir-me confortável! Procurei sobre este tema e encontrei os livros “Uma casa organizada” e “Destralhe a sua casa” da Paula Margarido. Acho que os vou devorar neste fim-de-semana, eu depois dou-vos o meu feedback!

Mas não é só a casa que me deixa desconfortável, é toda esta nova rotina que ainda não consegui encaixar, preciso de me organizar para conseguir ir ao ginásio, preparar refeições saudáveis, ter tempo de qualidade para brincar com os meus filhos, ter tempo para mim e ainda assim descansar. Acham que é pedir demais? É ser demasiado otimista? 

A minha vida deu uma volta de 180º nos últimos tempos e as pessoas ainda perguntam como é que eu consigo estar sempre bem disposta, cheia de energia, sempre com um sorriso na cara… A verdade é que é muito dificil, não vou esconder, o meu cansaço é notório e infelizmente descarrego em cima do meu marido. Só ele entende verdadeiramente o que se está a passar. Por mais que as pessoas mais próximas digam que conseguem perceber, é impossível! 

O primeiro passo vai ser dado este fim-de-semana! Enviem-me boas energias 🙂

Beijinho

O caos instalou-se e teima dizer adeus!

Já passam das 22h e a casa devia estar em silêncio para poder preparar o dia de amanhã e organizar a confusão que os birras fizeram dentro destas 4 paredes. No entanto, a Diana ainda chora pois deve estar com algum desconforto, o Rafa teima ir para a sua cama e faz a sua 10º birra diária e o Diego é o único que dorme (estranhamente).

Silêncio!

Estou neste momento no meu quarto com os gémeos a dormir ao meu lado, o meu marido adormeceu o Rafa no quarto dele mas agora só acorda amanhã de manhã e estranhamente estou sozinha nesta cama em silêncio… Um silêncio que há muito não aparecia por esta casa e era tão apreciado e requisitado. Não sei dizer-vos como me sinto mas sabe bem.

Estou verdadeiramente exausta e sinto que preciso de uma organização a todos os níveis. Não funciono quando algo não está em ordem na minha vida! Posso estar a falar de trabalho, alimentação, exercício fisico, amizades, família ou até da casa. Parece estranho mas preciso de estar alinhada com a minha essência e se assim não for começo a descarrilar.

A comparação

Eu sei que a tentação de compararem gémeos é mais forte e que dificilmente as pessoas se conseguem controlar nos comentários. Eles têm apenas 9 meses e não compreendem mas a Mãe sim, a Mãe ouve, a Mãe fica a pensar neles, naqueles que chegam a ser ofensivos.

A Diana é bonita mas o Diego é muito mais!

A Diana sorri mais que o Diego, ele não é muito simpático!

O Diego deve ter algum problema, está sempre a chorar!

Como eu muitas de vocês devem ouvir estes comentários e mais alguns referentes ao/s vosso/s filho/s. Dar a resposta certa na momento às vezes é difícil e ficamos a remoer naquilo que nos disseram, só passadas algumas horas é que pensamos que podíamos ter respondido à letra.

Se não gostamos de ser comparados porque o fazemos com os outros? A comparação entre gémeos pode futuramente gerar muitas brigas e até insegurança. Cada criança tem a sua personalidade e embora tenham nascido no mesmo dia, até os gémeos verdadeiros são bem diferentes. Segundo alguns especialistas, comparar as crianças ou elogiar uma e apontar o erro da outra são os piores erros na educação de gémeos e também entre irmãos de idades diferentes.

Não vamos massacrar nem vamos permitir que o façam com um dos nossos filhos ao compará-lo com o outro, principalmente em momentos de conflitos ou raiva. Os pais são os primeiros a caírem neste erro, eu não sou exceção à regra mas ao ouvir esses comentários do exterior comecei a cair em mim. Pensei neles, na formação da sua personalidade, nos medos, na insegurança, em tudo o que as crianças podem sentir e acreditem que este tipo de situações podem ser transformadoras na vida dos nossos filhos. Cuidar deles, amá-los, dar-lhes uma infância feliz é o nosso objetivo…

A Diana e o Diego terão as suas identidades espelhadas um no outro eternamente e o jogo das comparações dificilmente irá ter um final mas vamos tentar desfrutar das suas diferenças 🙂

Um beijinho grande

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Foca-te no que realmente interessa e faz por ti!

Às vezes depositamos demasiada atenção no que não interessa, mergulhamos em algo que nos faz mal e dificilmente saímos sem as famosas crises de ansiedade. Temos ouvido falar cada vez mais nesta teia que nos agarra e nos consome.

Acumulamos os problemas ao ponto de formarem uma bola de neve e que rapidamente nos arrasta pelo precipício. É urgente separarmos bem o que REALMENTE é importante na nossa vida e o que apenas devia estar lá como objeto de adorno. As pedras no nosso caminho são constantes mas são com elas que temos de aprender, temos de as retirar e prosseguir sem olhar para trás.

Quero regressar à minha profissão mas será que há lugar para mim?

São quase 23h, as crianças estão a dormir, a casa está organizada, o dia seguinte está planeado e decidi refletir sobre o meu futuro profissional… Um futuro incerto mas nada confuso na minha cabeça! Sei bem aquilo que quero, tenho alguns projetos em mãos que vão avançar brevemente mas apesar de os adorar, o meu coração continua a bater freneticamente pela minha área profissional. As borboletas aparecem na minha barriga sempre que me visualizo na situação e acreditem que consigo sentir que já é realidade.

A partir do momento que abracei a maternidade tive de fazer uma escolha, tomei a decisão mais difícil da minha vida. Optei pela minha família e deixei para trás um emprego de sonho para muitos! Apresentava um programa de turismo e viajava pelo mundo para dar a conhecer os mais belos locais. Sou licenciada em jornalismo mas o entretenimento sempre falou mais alto que a informação. Despedi-me pois o meu filho, na altura com apenas 2 anos, começou a sentir a minha ausência, a sua insegurança começou a ser bastante notória, a revolta estava presente, deixou de dormir na escola, pouco comia e perguntava constantemente por mim. Um emprego que exige que fiques fora durante semanas não combina com a maternidade mas trabalhei horas a fio e nunca me queixei porque amava realmente o que fazia.

A menina do Papá

Ele diz que ela olha para ele com outros olhos, que assim que chega perto dela sente uma admiração extrema e diz que é recíproco. Eu passo os dias inteiros com os gémeos, sei distinguir cada movimento e cada som e posso confirmar que o que une aqueles dois é bem especial.

Acho muito bonito pois quero projetar na relação dos dois, a relação que tive e tenho com o meu Pai. Sinto verdadeiramente que vamos ser muito amigas, as melhores amigas e quero ser para ela o que sempre ambicionei ter numa Mãe, não desvalorizando a minha. Dizem que nós quando nascemos, chegamos a este mundo mais aprimorados que os nossos Pais, por isso ambiciono o mesmo para os meus filhos.

A carta do neto ao avô

Quando nasci disseste à minha Mãe que me amavas, mas que o amor que um pai sente por um filho é muito maior.

Hoje, já te arrependeste do que disseste na altura, pois percebeste que o amor que sentes por mim cresceu de tal forma que já não o distingues daquele que sentes pela mamã.

Assim como a minha mãe eu vejo em ti um ídolo, sabias? Os meus olhos brilham mal te vejo, e sei que os teus espelham o mesmo e que darias a vida por mim.

Ele vence-me pelo cansaço

Fotografia Sugar & Soul Photography

O Rafael é uma criança com apenas três anos, é um miúdo cheio de energia e uma personalidade bastante forte. É carinhoso, educado, sociável, comunicativo, brincalhão, porém, e caso não lhe façamos as vontades, por favor, fujam da sua frente porque altera-se por completo.

Sempre pensei que as birras fossem amenizando com o passar do tempo, mas, sinceramente, acho que pioraram. Podem dizer-me que é normal, dado o nascimento dos gémeos e a natural divisão da atenção. Posso até compreender, mas não me peçam que a paciência seja a mesma. É desgastante e, sim, ele vence-me pelo cansaço.