Birras em Direto - Birras de um puto de 2 anos e de uma mãe de 31 :)

Temos de falar sobre a depressão pós-parto

Sabias que a depressão pós-parto afeta cerca de 20% das mulheres? Começa, por norma, assim que o bebé nasce e dura até dois anos. Embora seja uma doença mais recorrente nas mulheres, os homens podem também padecer deste mal. Um tema complicado de falar sem conhecimento de causa e, como tal, decidi entrevistar uma amiga de longa data, a Alejandra Fonseca.

Já não falávamos há algum tempo, porque a vida assim o quis. Estamos a viver em países diferentes, mas sempre foi uma pessoa especial. Conheci a Alejandra há cerca de 10 anos, quando fiz uma reportagem sobre acupuntura e a entrevistei por ser especialista desta terapia alternativa. Voltámos a falar há pouco tempo e, ao metermos a conversa em dia, surgiu este tema. Pedi-lhe logo que me falasse um pouco mais sobre o mesmo.

Tornei-me na Mãe que critiquei

Fotografia Dois é Par

Sim, sou a mãe que critiquei e por diversos motivos. Antes da maternidade aparecer no nosso caminho sentimos que somos donas da razão, especialmente quando vemos o caos que envolve outras mães. Quando falo em caos refiro-me às coisas menos boas deste mundo, que parece sempre cor-de-rosa e muitas vezes tem cores bem mais escuras do que pensamos (o raio da palete da maternidade é diferente, bolas!).

Se soubesse o que sei hoje não teria criticado, olhado de lado ou comentado com amigas metade das coisas que presenciei (crescendo e aprendendo!). Ser mãe é muito complicado, não é mesmo nada fácil abraçar este “trabalho” e não ver os contras. Os prós superam? Claramente, mas as coisas menos boas às vezes tendem a equilibrar a balança e é aí que trememos.

Mexer na barriga de uma grávida. Sim ou Não?

Um tema que daria “pano para mangas”, mas prometo não me alongar!

Se gosto que me mexam na barriga? Depende. Do quão próxima é a pessoa; se pede permissão; se acho que está a ser inconveniente; ou, pura e simplesmente, se estiver em “dia não”. Para vos ser sincera, já me aconteceu de tudo!

Não me importo minimamente que família e amigos toquem nesta barriguinha, que já está mais para ‘barrigona’, e que falem com os gémeos, até acho mimoso e podem fazê-lo sem permissão.
Em relação aos conhecidos, já penso que devem pedir permissão. Não se trata de ser mesquinha com estas coisas, mas esta barriga não é património nacional, é minha (!), por isso, e mediante pedido de permissão, cabe-me a mim decidir.
Por último, os desconhecidos que tocam e automaticamente levam uma resposta à medida.  Se não estiver nos meus dias arriscam-se a que seja mais desagradável, caso contrário sorrio, tiro a mão e afasto-me.

Os desenhos animados preferidos do meu filho

Todos recordamos com carinho os desenhos animados preferidos da nossa infância. Ainda hoje, quando vemos uma ou outra imagem, ficamos melancólicos, porque nos faz lembrar momentos tão bons e inesquecíveis.

Se soubesse o que sei hoje, nunca teria pressa de crescer…

Inicialmente pensei que o Rafael não iria ligar muito a televisão ou telemóvel, pois o interesse pelos mesmos já chegou tarde, sobretudo, quando comparado com as crianças que nos rodeiam. Mas, na realidade, o interesse chegou. Mais tarde, mas chegou. E faz parte, desde que seja controlado.

Hoje em dia tem os seus desenhos animados preferidos, aqueles que não passa um dia sem ver e delira com todas as aventuras. Assim que está preparado para ir para a cama, pede-me para ligar a televisão e rapidamente começa a ser transportado para aquele mundo imaginário que tanto o fascina.

Conflitos entre irmãos, vamos lá resolvê-los!

Sim, eu sei, ainda os gémeos estão aqui dentro e já estou a pensar nisso. Mas, como acabei de ler o livro “Pára de chatear a tua irmã e deixa o teu irmão em paz” achei que seria interessante abordar este tema convosco. E, na verdade, o tempo passa tão depressa que nunca é demais preparar-me já para o que possa vir a surgir, de modo a que consiga antecipar-me.

Felizmente, nunca tive conflitos com a minha irmã. Ou infelizmente, tendo em conta que nunca os tive pelo seu estado de saúde. Contudo, conheço bastantes pessoas que viveram, ou ainda vivem, alguns conflitos com os irmãos, e daí a pertinência deste tema.

Pois então, este livro é basicamente um guia que promete ajudar os pais a gerir as relações entre irmãos, e a criar uma harmonia familiar. O livro é da autoria da Magda Gomes Dias, Fundadora da Escola de Parentalidade e Educação Positivas e autora do blogue “Mum’s the boss”. Achei o livro bastante interessante e até engraçado quando penso no meu futuro com 3 birras em casa, (engraçado agora, quando estes dias chegarem acho que vou pedir para voltar para a ilha).

Estás a crescer tão depressa, filho!

Olho para ti, meu filho, e vejo como cresceste rápido. Nem imaginas como isso me assusta. Quando penso que daqui a 10 anos já serás um pré-adolescente, nem quero acreditar.

Presto atenção a todos os teus pormenores e fico perplexa com a evolução que tiveste, e ao mesmo tempo tão feliz por feliz o seres!

No dia dos meus anos, pediste-me para ficar em casa porque tinhas saudades de estar com a mamã. Deliciada, não te consegui dizer que não. Passámos o dia a brincar, a ver filmes, e até desenhaste no chão do quarto às escondidas, seguindo-se um reguila: desculpa mamã! És irresistivelmente simpático, educado, e eu expludo de orgulho de ti. Na escola dizem que te portas bem, mas que a tua personalidade forte é bem evidente. Nunca queres dormir, e só queres tagarelar. Já em casa, não te portas tão bem assim. Gostas de explorar os limites e de fazer as tuas birras. Mas eu percebo-te e também fui assim.

Porque é que um bebé não vem com manual de instruções?

Acho que todas as Mães desejavam que o seu filho viesse ao mundo com um manual de instruções. Crescemos a ouvir dizer que nascemos para ser mães e que o instinto maternal é algo que, mal pegamos no nosso bebé, surge (como por milagre). Qual quê!? Comigo não aconteceu nada disto!

Ah e tal, vais saber de imediato como cuidar de um recém-nascido e saber identificar o porquê do choro, etc etc etc. Ai é?! O problema é que, tontas, acreditamos nisto, e quando a obra nasce, ao contrário do que nos pregam, entramos em desespero e sentimo-nos as piores mães do mundo.

A verdade, a minha verdadinha, é que não é nada fácil ser-se mãe e lidar com todas as mudanças que nos surgem. Ter um bebé é a coisa mais maravilhosa do mundo, mas também a mais assustadora e até podemos ler todos os manuais e livros do universo, como eu fiz, e quando os vemos pela primeira vez não sabermos o que fazer. Comigo foi assim. E é normal, aprender leva o seu tempo. É assim com tudo, porque não haveria de ser com o nascimento de um bebé?

A importância do Pai na Gravidez

Fotografia Dois é Par

Quando estamos grávidas parece que entramos num mundo à parte, e raramente deixamos alguém entrar. Por vezes até condicionamos a entrada do Pai, e não podemos ser egoístas e esse ponto, embora eu compreenda que muitas vezes nos falte a lucidez e consciência. A verdade é que ambos vivemos a gravidez de formas diferentes, mas o Pai é essencial nesta jornada.

A presença dele é essencial em todas as fases, durante a gravidez e no durante e pós-parto. Ele pode até não compreender os nossos sintomas, o nosso mal-estar, a nossa instabilidade emocional, não sentir os pontapés dos nossos bebés e um sem número de outras coisas que são tão nossas e difíceis de transmitir e explicar, mas temos de integrá-lo, pouco a pouco, nesta nova realidade para que este se possa ir habituando e estar mais preparado na hora em que o bebé chegar. 

Um throwback aos meus 32 anos que dariam um filme!

Fotografia Dois é Par

Hoje faço anos. São já 32, recheados de histórias. E, acreditem, se me contassem lá atrás todas as experiências que iria viver, não acreditaria!

Em criança era bastante rebelde (o Rafa tem a quem sair), e em jeito de “bora lá fazer um throwback” vou começar por contar-vos uma peripécia que comprova este meu temperamento. 

No dia do meu primeiro aniversário, os meus pais decidiram batizar-me. A meio da missa, começo a correr pela igreja e, ninguém me conseguia fazer parar, até que chego ao altar e decidi ser uma “super mulher”. Voei, praticamente, sob uns 5 degraus, bati com a cabeça no chão e lá fui eu parar ao hospital. Os convidados, cheios de fome, foram para o restaurante como se nada fosse. Mas, não se preocupem! O aparato foi grande, mas depois voltei apenas com um “galo” na testa e pronta para festa! Ou não fosse eu uma verdadeiramente “Drama Queen” (desde pequenina)! 🙂

Poderia contar-vos inúmeras histórias sobre a minha infância, mas não quero maçar-vos nem perceber, mais uma vez, que o pestinha aqui de casa tem mesmo a quem sair de tão reguila que é (e de tão reguila que fui). Conto-vos apenas que, durante meses, fiz birras porque queria uma vaca na varanda para me dar leite fresquinho todos os dias (a culpa foi da minha mãe que me obrigava a ver a Heidi).

Posso sentir-me bonita na gravidez?

Fotografia Dois é Par

Na realidade, nem sempre me sinto bonita e acho que todas sofremos do mesmo. Esteja ou não grávida, maquilhada, bem vestida, com o cabelo arranjado ou por pentear, nem todos os dias me sinto bem comigo própria (a nível exterior e interior). Há dias assim, e as mulheres sabem do que falo (da tal inconstância que deixa os homens de cabelos em pé!).

Nesta gravidez dizem-me, inúmeras vezes, que estou mais bonita, mais feliz, e mais gordinha também (ahahahah)!! Não resistem a perguntar-me sempre quantos quilos engordei. Acho que é a primeira questão que lhes passa pela cabeça depois de olharem para mim. E isso só reforça a imagem de bolinha que vejo ao espelho. Sinceramente, minha gente, têm mesmo de perguntar-me quantos quilos engordei, quanto pesava antes e quanto peso agora? Que tortura de curiosidade! Quando as perguntas não andam à volta do trabalho que irei ter com os gémeos, andam à volta da balança! Por favor!