Birras em Direto - Birras de uma Família numerosa

Se queres mudar, fá-lo por ti

2020 foi sem dúvida um ano atípico em diversas áreas mas principalmente porque a pandemia do novo coronavírus afetou a nossa vida a todos os níveis. Comecei o ano cheia de energia e com uma vontade enorme de atingir os objetivos estabelecidos no final de 2019. Sim porque no final de cada ano faço uma lista com aquilo que pretendo ver realizado no ano seguinte e até agora o saldo tem sido positivo. Um dos meus focos era sem dúvida perder peso!

Tudo identificado para não haver birras

Há uns tempos publiquei no blog que estava ansiosa para saber como seria a interação dos miúdos e recebi inúmeras mensagens de Mães desesperadas porque mencionavam sempre as brigas entre irmãos. Para ser honesta até estava ansiosa de ver esses momentos – nem sei o que me deu na cabeça, naquele instante, para pensar algo do género, porque na realidade são mesmo um inferno, leva-nos à loucura ahahahah

Algo que me fazia confusão eram as discussões constantes pelas garrafas de água e pelas lancheiras então decidi colocar um ponto final neste assunto. Descobri a Ludilabel, um site que para além de fazer etiquetas com o nome dos miúdos, tem artigos totalmente personalizados e super giros para eles.

O meu ANTES e DEPOIS

Quando era mais novinha tinha imensos complexos com o meu corpo pois era demasiado magra, comia bastante mas não conseguia engordar. Fui gozada na infância e chamavam-me de Olivia Palito. Durante a adolescência as coisas mudaram gradualmente e o meu corpo começou a ganhar formas e, claramente a sentir-me melhor e mais confiante. 

Os Birras foram fazer Testes de Intolerâncias Alimentares

Há uns dias eu, o Pai e o Birras mais velho fomos fazer um teste de intolerância alimentar. Eu sei que sou muito sensível a certos alimentos e então decidi levar a família quase toda, não levei os gémeos pois os testes são aconselhados a partir dos 3 anos.

Durante a quarentena fui ao hospital de urgência porque me sentia muito mal e percebi que era devido aos cogumelos. Das três vezes que fui tinha comido cogumelos e ao fazer o Raio X viam que o meu intestino estava bastante inflamado e vocês não têm noção das dores horríveis.

Os pés dos vossos Birras também cheiram a morango?

A escolha do calçado para os nossos filhos tem de ser consciente pois os seus pés ainda estão em desenvolvimento. Claro que temos de ponderar relativamente aos valores e por isso trago-vos uma sugestão de uma marca de calçado que já conheço há uns anos e que gosto bastante.

O primeiro contacto que tive com a Pisamonas foi quando andava à procura de calçado para o Rafael quando ele tinha 2 anos. A marca é espanhola e tem uma forte presença na internet. Sei que para muitas Mamãs a compra online pode ser assustadora mas acreditem que esta marca facilita todo o processo, principalmente pelo facto da entrega ser feita em cerca de 3 dias úteis e as trocas serem gratuitas. A experiência que tenho é que para além de serem muito bonitos, são muito confortáveis, de ótima qualidade, têm uma grande diversidade tanto a nível de modelos como de cores e acreditam que cheiram a morango? É mesmo verdade… Os pezinhos dos nossos Birras cheiram tão bem 🙂

O caos da quarentena

Vocês vão acompanhando as publicações que faço onde vos conto como são os nossos dias. São realmente caóticos, uns momentos mais calmos, outros mais agitados, outros com birras, outros com gargalhadas, outros de muito cansaço, gritos, arrependimento no segundo seguinte… Tudo aquilo que uma família tem direito. Não é por mostrar fotos com lindos sorrisos que a nossa vida é perfeita e já me conhecem um bocadinho para saber que as partilhas que faço são reais e mostram o lado menos bom da maternidade. O certo é que tento sempre ver também o lado positivo da situação mas durante a quarentena foi muito difícil. Acordava com a certeza que naquele dia não ía levantar a voz, não me ía chatear com os miúdos, iria conseguir arrumar a casa e limpar, fazer refeições saudáveis, fazer atividades com eles, exercício físico e ainda trabalhar – sim porque estou em teletrabalho desde o início. Eu juro que acreditei neste milagre durante alguns dias ahahah mas não foram muitos.

As birras arrasam convosco?

O Rafael sempre foi uma criança com bastante tendência para fazer birras. No início ouvia todas as opiniões e chegava mesmo a pensar que a culpa só poderia ser minha e do Pai. Colocava tanta pressão em cima de nós pelas birras dele que me sentia bastante frustrada e quase sem capacidade para reagir.

Quando pensam que a tua vida é perfeita…

Estas palavras foram escritas pelo meu marido na sua página e eu decidi partilhar convosco porque nem sempre as redes sociais mostram o que estamos realmente a sentir e a viver…

Com “isto tudo” sinto necessidade de partilhar, de forma curta e direta:

– Há pouco mais de 1 ano, tive um Burnout
– Há pouco mais de 1 ano, comecei a ter crises de ansiedade
– Há pouco mais de 1 ano, comecei a ter ataques de pânico
– Há pouco mais de 1 ano, pensei que ia morrer ali, sem saber como nem porquê
– Há pouco mais de 1 ano que o meu propósito não é o mesmo
– Há pouco mais de 1 ano, cheguei ao meu limite
– Há pouco mais de 1 ano que não sou o mesmo
– Há pouco mais de 1 ano que sinto que falhei e continuo a falhar
– Há pouco mais de 1 ano que perdi coragem
– Há pouco mais de 1 ano, percebi que afinal a minha mente não era inabalável
– Há pouco mais de 1 ano, percebi que o passado não se apaga, fica em nós e em algum momento volta à nossa vida
– Há pouco mais de 1 ano, comecei a sentir que tudo o que tinha, era ou acreditava, em poucos minutos, não servia para nada
– Há pouco mais de 1 ano, senti de forma dura e fria, que o super-homem também fica sem capa
– Há pouco mais de 1 ano, percebi que ajudar os outros não é mais importante que ajudar-me a mim próprio
– Há pouco mais de 1 ano, comecei a perceber que o medo de morrer supera qualquer dor que outrora sentimos
– Há pouco mais de 1 ano, que me olho ao espelho e tento encontrar-me
– Há pouco mais de 1 ano, que olho para trás e todas as montanhas que subi, que me fazia sentir orgulhoso e de peito cheio, por e simplesmente não tem o mesmo impacto em mim
– Há pouco mais de 1 ano que preciso parar
– Há pouco mais de 1 ano que procuro virar a página
– Há pouco mais de 1 ano que procuro por essa página
– Há pouco mais de 1 ano que procuro entender se este novo eu (que não sou eu) é passageiro
– Há pouco mais de 1 ano que preciso de paz
– Há pouco mais de 1 ano, tenho saudades de mim
– Há pouco mais de 1 ano que choro em “silêncio, sem lágrimas
– Há pouco mais de 1 ano que procuro avançar

Poderia ficar aqui durante horas… Mas há pouco mais de 1 ano que tenho vindo a descobrir que em cada novo dia que nasce, um novo caminho se abre.

Poucos conhecem a minha história. (Penso em partilhar muito em breve).

Mas quem priva comigo, sabe que independentemente do PROBLEMA (Não! Não eram desafios. Eram mesmo PROBLEMAS!), eu, de uma forma muito natural encarava ele de frente, com um sorriso verdadeiro e genuíno e com uma FOME de crescer e evoluir com esse problema.

Eu acreditava plenamente que todos esses problemas que vivi, ao longo de 33 anos, tinham-me transformado num Homem de Ferro. Que conseguia sentir e ser, de forma muito intensa e emotiva, mas ao mesmo tempo com um escudo invisível que me protegia de tudo e todos.

Há pouco mais de 1 ano, descobri que esse escudo também se parte e precisa ser reparado.

Talvez demore mais 1 ano, mas irei reparar, peça por peça, esse escudo.

E quando regressar. Quanto o meu eu voltar (ou re-nascer).

Não voltarei só com esse escudo. Só com a capa do Super-Homem.

Voltarei mais forte. Mais genuíno. Mais confiante. Mais feliz. Mais em paz. Mais corajoso.

Não sei quando será, mas quando for, eu saberei.

Há pouco mais de 1 ano, uma parte de mim morreu. Desapareceu. Evaporou-se. Fugiu.

Não a quero encontrar para voltar a ser o que era. Quero apenas colar as peças e construir um novo EU.

Obrigado a todos, que ao longo destes anos me têm ajudado a ser um bom Homem, um bom Pai, um bom Amigo, um bom Profissional, um bom Filho, um bom Irmão, um bom Ouvinte, uma boa Pessoa.

A vida dá muitas voltas. Muitas vezes precisamos dar a volta com ela e dançar ao seu ritmo. Outras vezes precisamos abrandar (ou até mesmo parar) e observar para onde ela se dirige.

A vida é única e maravilhosa. Mas ao mesmo tempo é muito difícil. Desafiante. Uma merda. Fodida!

A mente pode ser a nossa melhor amiga, ou a pior inimiga.

Sempre tive uma paixão por ela. Não vou desistir agora. Mais cedo ou mais tarde, vamos ser os melhores amigos novamente.

Não sei bem porque razão decidir partilhar isto. Foi espontâneo. Não procuro likes nem partilhas, até porque raramente escrevo algo aqui.

Talvez consiga ajudar pelo menos 1 pessoa, a perceber que não é a única a sentir-se uma merda, um fracassado, que não tem solução para o seu problema e que isso tudo é uma mentira da sua cabeça e que a ajuda está mais perto do que ela pensa.

Ser (ou estar) vulnerável não é vergonha. Falhar ou Fracassar não é vergonha. Pedir ajuda não é vergonha. Parar não é vergonha. Dar 2 passos atrás não é vergonha.

Não desistas. Nunca. Vieste a este mundo para aprender, acrescentar, agregar, partilhar, sorrir, fazer sorrir, deixar o teu legado, ser feliz e não melhor.

Não desistas. Olha-te ao espelho. Encara-te. Faz as perguntas certas. E pede ajuda.

Não fales só com a tua mente. Não ouças só a tua mente. Pede ajuda.

Não precisas ser melhor que ninguém. Só precisas ser feliz. E para isso, precisas de tão pouco.

Desculpa. Perdoa-me. Obrigado. Amo-te.

Um abraço a todos.
Edi 💪🏿

Consegui perder peso na Quarentena?

Fechada em casa há quase 1 mês será que consegui fechar a boca também aos doces, massas, pizzas, fast food?

Será que perdi peso? Mantive? Ganhei ? 

 Espreitem o vídeo que fiz com a minha nutricionista… É basicamente uma consulta online, com dicas muito importantes