Birras em Direto - Birras de uma Família numerosa

Escapadinha sem filhos e sem culpa

Há uns dias o meu marido enviou-me uma mensagem em tom de desabafo, dizia que precisávamos de uns dias para nós, sem filhos. Aquele sentimento agridoce invadiu-me e fiquei sem saber se seria uma ótima opção ou não. Por um lado pesava o facto de precisarmos de tempo para os dois, de recarregar baterias e alimentar a paixão mas por outro deixar, os miúdos durante esse tempo com os avós, tios e tias deixa-me um pouco desconfortável. Explico porquê – Confio plenamente na minha família mas se os miúdos ainda não dormem uma noite seguida connosco como será com outras pessoas? Não estão habituados à nossa rotina, às suas necessidades… O homem lá de casa diz que estou a exagerar e até pode ter razão. Diz que estou muito agarrada aos Birras e tenho de relaxar. Eu até acho que sou bastante descontraída relativamente a esse assunto mas há sempre outras visões. Nós adoramos viajar, adoramos escapadinhas de fim de semana, seja dentro ou fora do país e já não o fazemos desde o verão, acho que já estamos a precisar. 

Com apenas 2 anos fomos com o Rafael a Cabo Verde e Madrid, com os gémeos fomos a Maiorca quando tinham apenas 9 meses e fizemos uma série de miniférias pelo país. Andamos sempre com os putos atrás mas agora vamos ter de ir sem eles, porque na verdade acho que vai ser bom para ambos e pode favorecer o tempo, que posteriormente iremos passar em família. 

Precisamos de viajar sem os nossos filhos sem nos sentirmos culpados – esta é outra questão tão importante na nossa vida. 

Se há algo que aprendi a partir do momento que abracei a maternidade foi que a forma como nos sentimos afeta de forma direta os nossos filhos pois se estamos nervosos e cansados vamos descarregar em cima deles. Quantas vezes gritei com eles e me arrependi no segundo seguinte pois achei que estava a exagerar mas era pelo facto de me sentir exausta.

Todas sabemos que o nosso psicológico fica afetado a partir do momento que somos Mães, a nossa parte emocional precisa de ser cuidada. Passamos por momentos muito intensos na gravidez e que alteram a nossa paciência, a nossa disponibilidade, o nosso bem estar. 

Podemos até tentar disfarçar as preocupações e problemas dos nossos filhos mas as crianças sentem quando não estamos bem, sentem que a energia em casa não está equilibrada. Eles sabem quando estamos tristes e preocupados, às vezes mais vale sermos sinceros do que escondermos os nossos sentimentos. 

Estar com os filhos é a prioridade de todas as Mães mas é preciso ter tempo de qualidade para estarmos sozinhas, com amigos, com o nosso companheiro… Quando a rotina começa a ser cansativa, os dias longos ou todos iguais e paira um sentimento de insatisfação é um sinal de alerta. Precisamos de fugir e sentir outras emoções, conversar com adultos e não só com crianças, conhecer novos lugares e pessoas.

Acho mesmo que eu e o meu marido estamos a precisar desses momentos, um fim de semana já era ótimo e um dia pensamos numas férias de uma ou duas semanas eheheh

O que acham? Marcamos a escapadinha a dois ou não? Como fazem aí em casa?

Beijinhos

A menina do Papá

Posso desde já afirmar que sou uma ciumenta descarada quando vejo a cumplicidade que existe na relação da minha filha e do meu marido. Para ser sincera eu sou a verdadeira Menina do Papá e já deveria prever que a minha filha fosse pelo mesmo caminho, pois tive a sorte do seu pai ser tão extraordinário como o meu, ou seja, como o seu avô. Era um dos meus maiores sonhos – ter uma pessoa ao meu lado que fosse tão bom Pai como o meu.

Assim que o Pai entra em casa ou que o avista em algum sítio, os seus olhos brilham e fica histérica. É tão bonito ver esta ligação! Abraça-o, dá-lhe beijos, quando está no meu colo e ele está perto vira-se para os seus braços, faz-lhe olhinhos, fica envergonhada… Só vendo mesmo porque nem a escrever consigo transmitir este amor. Lembro-me do meu marido se queixar que o Rafael só tinha olhos para mim e que se sentia um pouco excluído. A Diana veio combater este sentimento, embora o Rafa agora esteja mais ligado ao Pai (brincadeiras de rapazes, sabem como é, brutinhooooooooooosssssssss!). O Diego vai pelo mesmo caminho do irmão, até agora só me quer a mim, é muito mimado e é uma criança tão ou ainda mais intensa que o Birras mais velho. Dizem que os meninos são todos Mãe e as meninas Pai, há quem não concorde mas no nosso caso é isso mesmo que acontece.

A Diana é aquela menina calma, a princesa delicada que não destrói, não desarruma, só quer dar abraços e miminhos, dá festinhas a todos os brinquedos que encontra, é graciosa e muito harmoniosa. Raramente chora ou fica zangada mas quando não gosta de algo é danada e consegue levar tudo à frente (típico das mulheres eheheh).

A relação entre Pai e Filha é envolvida por uma magia inexplicável mas será que é eterna? Será que será sempre a menina dos seus olhos e ele o seu ídolo? Pela minha experiência posso afirmar que SIM! O meu marido sempre quis ter uma menina e conseguiu essa proeza eheheh O problema é que ainda quer ter mais e aqui a Mãe já não quer ter mais filhos, por mim está ótimo. Sinto que a família está completa 🙂

Ele é um Pai presente e dedicado e isso faz da sua relação com a Diana um vínculo surpreendente e enriquecedor à prova do tempo. 

Segundo alguns especialistas em relacionamento a ligação entre pai e filha é sim muito forte. A Dra. Peggy Drexler, no livro ‘Our Father, Ourselves’, apresenta 7 lições  para que os pais possam contribuir no desenvolvimento das suas meninas.

1 – É cada vez mais comum os pais tratarem as filhas pequenas como teriam tratado os seus filhos no passado, ou seja, ensinando-as a pescar, levando-as a acampar, familiarizando-as com coisas masculinas, incentivando-as a trabalhar em áreas dominadas por homens. Isso possibilita que mais mulheres abram caminho no mundo do trabalho.

2 – O relacionamento entre pai e filha muda quando a filha chega à adolescência, fase em que ela começa a distanciar-se dos pais e a aproximar-se mais dos amigos. Mas o pai deve continuar a mostrar que a ama e apoia, que tem tempo e interesse em conversar com ela, mesmo que a filha não se mostre interessada.

3 – O modo como o pai trata a sua filha e a sua mulher vai ajudar a definir os comportamentos que a filha considera aceitáveis (ou não) numa relação romântica. Especialmente na adolescência, quando as filhas começam a ter relacionamentos, esse comportamento modelo pode ser crucial. Para os pais, o mais importante é dar um bom exemplo no modo como ele trata as mulheres.

4 – A melhor maneira de construir confiança é estar presente e agir com consistência. É crucial demonstrar interesse pela vida da filha, sem obrigá-la a mostrar interesse recíproco. O pai precisa manter os canais de diálogo abertos, conversar com a sua filha adolescente sobre o uso apropriado das redes sociais e até deixando que ela cometa os seus próprios erros, porque essa é a melhor maneira de aprender o que não se deve fazer.

5 – É inteiramente normal, e até desejável, que a filha adolescente comece a distanciar-se dos pais e a reforçar o seu vínculo com os seus amigos. Para um pai que quer manter o vínculo estreito com a sua filha, a melhor abordagem muitas vezes é agir de modo casual. Criar oportunidades para interação, mas não colocar pressão demais. Alguns dias serão mais fáceis que outros.

6 – Os conflitos entre mãe e filha podem ser fonte de grande tensão para o pai. Na maioria dos casos, é preferível que o pai e a mãe fiquem do mesmo lado; no mínimo, o pai deve procurar não discordar da mãe à frente da sua filha. Em vez disso, abordar a situação como mediador. O pai pode tentar mostrar a ambas a situação e manter-se neutro.

7 – O desenvolvimento do caráter de uma criança não depende tanto de uma figura masculina, uma figura feminina ou pai e mãe. Sendo assim, os pais e mães solteiros, muitas vezes, precisam de se esforçar mais para proporcionar aos seus filhos exemplos que compensem pelo gênero em falta. Por isso, o pai solteiro pode e deve procurar figuras femininas – uma tia, uma amiga, uma avó – que possam servir de exemplo e ser presentes, coerentes e positivas na vida de sua filha.

A maioria destes conselhos ainda não são aplicados na nossa família, a Diana tem apenas um ano mas revejo-me em muitos deles durante a minha adolescência. O meu Pai fez tudo isto que acabaram de ler, é incrível! 

E aí em casa? Como é a relação de Pai e Filha? Contem-me tudo!

Beijinhos

Tu consegues!

Desde pequena sempre fui incentivada pelo meu Pai a arriscar, a ir em frente para conseguir aquilo que realmente queria… Passava dias a ponderar e quando o meu pai percebia a minha indecisão e às vezes mesmo sabendo que ia falhar, ele dava-me força para avançar. Eu precisava deixar os medos para trás, precisava de arriscar e falhar para aprender com os meus erros! Hoje faço uma retrospectiva e lembro-me de todos esses momentos… Faz-me querer educar os meus filhos da mesma forma…

Para quem me acompanha há algum tempo sabe a admiração que tenho pelo meu Pai… Por tudo aquilo que me transmitiu, por tudo o que foi, é e tenho a certeza que será…

A força que tenho vem dele mas não só. O facto de ter uma Mãe mais insegura e a puxar o pessimismo também me deu garra… Viver de perto com estas duas realidades fez-me perceber qual o caminho a seguir.

Claro que não estou sempre a 100% e são muitas as vezes que duvido da minha capacidade de Mãe, Esposa, Profissional… Mas felizmente não fico muito tempo absorvida pelo negativismo.

“TU CONSEGUES” – Sempre que tenho dúvidas relativamente a algo, a minha consciência faz questão de me dizer estas duas palavrinhas que têm um impacto mágico em mim…

Tento sempre perceber o motivo de cada momento da minha vida, assim é mais fácil encaixar as peças do puzzle. Ahhhh e vejo sempre o copo meio cheio e não meio vazio… Quando algo de mau me acontece tento sempre interiorizar e perceber que pode ser por algo melhor estar por vir.

Já vos disse e volto a dizer – acreditem com muita força ao ponto de visualizarem o momento que tanto desejam… Visualizem e sintam que já está a acontecer… É um dos segredos para conseguirmos aquilo que mais queremos! Desde muito pequenina que faço isto, deito-me na almofada e visualiza tudo o que desejo, ao ponto de sentir que já está a acontecer! A sensação é tão boa e dá-me força para ir à luta!

Queria apenas dar-vos umas palavrinhas de força e dar-vos um abraço para fecharem esta sexta-feira em grande.

Um beijinho com muito carinho ❤️

Sou Gay e um dia quero ser Pai

Já me perguntaram várias vezes como reagiria se um dos meus filhos fosse homossexual. Só quem não me conhece realmente, faz uma pergunta deste género. Nada iria mudar…o amor que sinto pelos meus filhos sejam eles heterossexuais ou homossexuais será exatamente o mesmo! Se ficaria preocupada? SIM… Mas com a forma como poderiam ser tratados pela sociedade!

No seguimento deste assunto perguntei ao meu colega de trabalho e amigo João Costa se um dia gostaria de ter filhos com o seu namorado e quais seriam os seus maiores receios.

Ele respondeu:

Enviem-me boas energias…estou a precisar!

Hoje estou cansada, estoirada! Nunca pensei que ficasse tão desgastada a tentar conciliar tudo nesta nova fase da minha vida. Até a escrever tenho dificuldade em me concentrar, e são várias as vezes que disperso o pensamento e viajo para outras realidades. 

Hoje precisava de um momento só para mim! Não me interpretem mal, eu sou muito feliz e muito agradecida por tudo o que tenho na vida. Não me quero queixar de barriga cheia mas tenho o direito de desabafar. Desabafar convosco faz-me sentir menos estranha, faz-me sentir que tudo aquilo que estou a passar é normal, é expectável. Sei que não estou sozinha nesta luta, sei que vocês também precisam deste desabafo, destas palavras…

Não durmo há meses, ter regressado ao trabalho exige uma maior organização e não estou a conseguir. Chego a casa, dou o jantar aos miúdos, dou banhos e às vezes são 23h e ainda não comi. A primeira coisa que me aparece à frente é aquela que vou ingerir, pois estou esfomeada e não tenho paciência para preparar uma refeição àquela hora. Durante a noite eles acordam mais de 3 a 4 vezes, sinto que não chego sequer a entrar no sono e estou apenas a “descansar” os olhos. Acordo com a sensação que me deitei há 30 minutos… Preciso de encontrar o meu ponto de equlíbrio! Sou uma pessoa bastante organizada e estou a stressar por não conseguir encontrar o meio termo que preciso.  

Tenho de começar por algum lado e acho que vou começar por colocar a casa em ordem, por destralhar… Sabem que a casa é um pilar fundamental para o nosso bem-estar certo? É aquele lugar onde nos refugiamos do ritmo acelarado do mundo exterior e eu estou a sentir a casa estranha, com muitas coisas, com as energias pesadas e sinto que não está em harmonia. Sinto falta de me sentir bem dentro daquelas 4 paredes, sentir-me confortável! Procurei sobre este tema e encontrei os livros “Uma casa organizada” e “Destralhe a sua casa” da Paula Margarido. Acho que os vou devorar neste fim-de-semana, eu depois dou-vos o meu feedback!

Mas não é só a casa que me deixa desconfortável, é toda esta nova rotina que ainda não consegui encaixar, preciso de me organizar para conseguir ir ao ginásio, preparar refeições saudáveis, ter tempo de qualidade para brincar com os meus filhos, ter tempo para mim e ainda assim descansar. Acham que é pedir demais? É ser demasiado otimista? 

A minha vida deu uma volta de 180º nos últimos tempos e as pessoas ainda perguntam como é que eu consigo estar sempre bem disposta, cheia de energia, sempre com um sorriso na cara… A verdade é que é muito dificil, não vou esconder, o meu cansaço é notório e infelizmente descarrego em cima do meu marido. Só ele entende verdadeiramente o que se está a passar. Por mais que as pessoas mais próximas digam que conseguem perceber, é impossível! 

O primeiro passo vai ser dado este fim-de-semana! Enviem-me boas energias 🙂

Beijinho

As histórias de encantar não funcionam com o meu filho!

Gosto muito de ler histórias ao Rafa e ontem quando fomos para a cama, ele insistiu para lhe dar o telemóvel com o objetivo de ficar vidrado no youtube, mas eu resisti e disse que NÃO. Disse também que lhe ia contar a história dos mosqueteiros e ele lá acalmou. Aninhou-se no meu peito e eu a sentir aquela melancolia do crescimento repentino dos filhos, abracei-o com muita força ao ponto dele se queixar (risos).

O caos instalou-se e teima dizer adeus!

Já passam das 22h e a casa devia estar em silêncio para poder preparar o dia de amanhã e organizar a confusão que os birras fizeram dentro destas 4 paredes. No entanto, a Diana ainda chora pois deve estar com algum desconforto, o Rafa teima ir para a sua cama e faz a sua 10º birra diária e o Diego é o único que dorme (estranhamente).

Escapadinha em família: Sem sair de Lisboa

Já alguma vez se lembraram de tirar uns dias e fazerem uma escapadinha na vossa própria cidade? Pode parecer um pouco estranho mas acreditem que vale a pena.

Desta vez não fizemos a escapadinha normal, decidimos aproveitar a sexta-feira de uma forma diferente. Deixámos os miúdos no colégio e fomos diretos para o hotel. Ficámos hospedados no UponLisbon, situado em Benfica com Sintra no horizonte e o Estádio da Luz como cenário, a 15 minutos da nossa casa ( bem pertinho para depois irmos buscar os miúdos no final do dia ). Tirámos essas horas para namorar, descansar, dar uns mergulhos na piscina, beber uns cocktails, ler um livro e degustar uma refeição em paz sem birras como barulho de fundo. É importante que o casal tenha tempo para si pois a partir do momento que abraçam a paternidade o foco é quase sempre a criança e ao deixar de alimentar a relação automaticamente esta morre. Acreditem que aquele dia soube-nos pela vida e deixou-nos mais unidos… Às vezes bastam pequenos momentos para fazer toda a diferença numa relação.

Viajar de avião com 1 criança e 2 bebés

Na cabeça da maioria dos amigos e familiares parecia quase impossível viajarmos de avião com 1 criança de 4 anos e 2 bebés de 9 meses mas posso afirmar que arriscámos, agora se correu bem ou não já vão ler… eheheh

Sempre gostámos muito de viajar, fosse em lazer ou trabalho mas a partir do momento que fomos pais sabíamos que as coisas seriam diferentes, MUITO DIFERENTES! Com o Rafa correu sempre bem mas não podíamos criar expectativas desta vez porque estávamos em minoria (2 para 3). Marcámos as férias para Maiorca, queríamos um destino calmo e propício para famílias e aconselharam-nos o norte da ilha, mais propriamente Alcúdia. Falarei sobre as férias e toda a sua logística num outro artigo, agora vamos concentrar-nos nas viagens de avião.