O meu coração ainda sofre por ti... - Birras em Direto

O meu coração ainda sofre por ti…

Ainda não tinha tido coragem de escrever sobre a minha primeira filha, sobre a Yara, o meu primeiro animal de estimação mas hoje vão poder conhecer um pouco melhor a princesa que tanto amámos.

Deixem-me já dizer-vos se vêm com parvoíces a dizer que ela era apenas um cão, que não entendem as pessoas que consideram os animais como seus filhos, podem já abandonar este artigo pois não vos vai acrescentar nada. Desculpem a sinceridade mas este é um assunto que quero partilhar e sei que algumas de vocês vão entender todas estas palavras.

A Yara foi a minha primeira filha, foi amor à primeira vista. A Yara dormia connosco, ia para todo o lado com a família, era um cão muito inteligente e muito meiguinho. Estou a escrever-vos estas palavras e as lágrimas não param de cair. A sua partida foi inesperada, foi muito severa para nós. Sem conseguir perceber, ela deixou-nos num dos momentos mais felizes da nossa vida – os gémeos tinham acabado de nascer. O chão fugiu-nos, chorámos, gritámos, não conseguimos perceber, não conseguimos arranjar explicação para o sucedido.

Aos 3 meses aconchegou-se na nossa família e tenho a certeza que até aos 7 anos, a idade da sua partida, foi uma Chihuahua muito feliz. Às vezes imagino como seriam os momentos com os miúdos. Ela tinha uma relação muito bonita com o Rafael e acho sinceramente que a Diana iria adorá-la.

12 de Março 2019 – Este foi o dia que nunca mais irei esquecer. Estava tudo bem, estava em casa com os miúdos e com o meu marido e ela começou a fazer uns barulhos estranhos, como se estivesse engasgada. Pedi ao meu marido para ir de imediato ao veterinário. A última imagem que tenho dela é dentro da transportadora a olhar para mim com uns olhos tristes. Não pensei no pior, não tive nenhum pressentimento, não poderia sequer adivinhar que algo do género pudesse acontecer.

Fui para a cama com os miúdos e passado 1 hora o meu marido liga-me a chorar:

Marta… A Yara foi para o céu! 

Caiu-me tudo… Os gémeos já dormiam mas o Rafael ainda estava acordado. Não consegui raciocinar e controlar-me. Sai do quarto e chorei, gritei, não queria acreditar. Não era possível. O que poderia prever algo do género?

Os chihuahuas são cães com muitos problemas cardíacos e a minha Yara teve um ataque fulminante assim que entrou no veterinário. Tentaram reanimá-la mas já era tarde demais. O meu marido disse-me que no caminho para o veterinário sentiu que eram os últimos momentos dela mas eu não senti L. Assim que entregou a nossa princesa, ela ficou tão nervosa que não aguentou. Ela não gostava nada de ir ao veterinário e a ansiedade disparava logo.

No dia seguinte pedi para a ver… O meu marido disse-me para eu não ver a sua carinha pois iria ficar em choque. A veterinária deixou-nos na sala sozinhos com ela… Estava fria, muito fria… Fiquei sem chão, sem ar, caí ao chão e senti-me num mundo à parte. Ela era minha filha… Não posso dizer que o amor é o mesmo, porque o amor que sinto pelo Rafa, Diego e Diana é algo transcendente mas amava-a muito mesmo. ERA DA FAMÍLIA E SEMPRE SERÁ.

O Rafael portou-se muito bem e embora no início possa ter resistido à ideia dela não voltar mais e de vez em quando ter umas crises de choro por ela mas acho que percebeu bem o assunto, o pior assunto para alguém perceber – a morte.

Sei que foi muito importante para mim, para todos nós. Sinto que tinha a missão de unir esta família e conseguiu.

Obrigada por tudo minha princesa, sei que está a olhar por nós. Amei-te muito…

 Beijinhos

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Comentários (2)

  • Dulce 4 meses ago Responder

    Ohh Marta estou a ler isto é a chorar.. como eu a entendo eu tmb perdi assim a nha gata a filha a nha sombra .. mas eu percentil q algo n estava bem inclusive atrasei me por trabalho pq peguei nela e dei lhe beijinhos mas resumidamente acabou por falecer de um ataque fulminante de diabetes é a umas das nhas maiores estrelas 🌟 bjinhos

  • Rita Barros 4 meses ago Responder

    Boa noite Marta.
    A ler o texto da Yara quem estava em lágrimas era eu…
    Só de imaginar o dia em que terei que passar por isso, fico com um nó tão grande no estômago. Acho sinceramente que só quem ama um animal (como um filho…) e eu não tenho nenhum ainda, é que percebe o verdadeiro valor das suas palavras! O amor que dedico ao meu Enzo é o mais puro e verdadeiro que alguma vez senti.
    Espero que os seus três babys ajudem a confortar essa dor e quem sabe, um dia destes não voltem a juntar um cãozinho ao vosso núcleo. Nada melhor do que as crianças crescerem com um animal. Fica a dica 😉
    Um beijinho

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