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Escapadinha sem filhos e sem culpa

Há uns dias o meu marido enviou-me uma mensagem em tom de desabafo, dizia que precisávamos de uns dias para nós, sem filhos. Aquele sentimento agridoce invadiu-me e fiquei sem saber se seria uma ótima opção ou não. Por um lado pesava o facto de precisarmos de tempo para os dois, de recarregar baterias e alimentar a paixão mas por outro deixar, os miúdos durante esse tempo com os avós, tios e tias deixa-me um pouco desconfortável. Explico porquê – Confio plenamente na minha família mas se os miúdos ainda não dormem uma noite seguida connosco como será com outras pessoas? Não estão habituados à nossa rotina, às suas necessidades… O homem lá de casa diz que estou a exagerar e até pode ter razão. Diz que estou muito agarrada aos Birras e tenho de relaxar. Eu até acho que sou bastante descontraída relativamente a esse assunto mas há sempre outras visões. Nós adoramos viajar, adoramos escapadinhas de fim de semana, seja dentro ou fora do país e já não o fazemos desde o verão, acho que já estamos a precisar.

Será que estou grávida?

Fotografia Dois é Par

Às vezes pensam que sou especialista em gravidez e fazem inúmeras perguntas, até mesmo as minhas amigas e alguns membros da minha família, talvez por ter três filhos ou por ter um blogue de maternidade. Não as julgo e até fico lisonjeada pois é sinal que confiam em mim e que posso de alguma forma ajudá-las nesta que é a fase mais importante da vida de qualquer mulher.

“Marta quais são os primeiros sintomas que podem indicar que estou grávida? Esta é uma das perguntas mais constantes e claro que me apetece rir à gargalhada mas consigo controlar-me e compreender o outro lado. Digo exatamente o que me aconteceu por experiência própria no entanto, o fiável é fazer um teste de gravidez visto que nem sempre uma mulher percebe os sinais, alguns podem ser confundidos com outras situações hormonais ou até não terem quaisquer sintomas. Cada gravidez é única!

Entrar em sintonia com a natureza era a nossa prioridade

Já passaram quase dois meses desde o maravilhoso fim de semana no Zmar mas preciso contar-vos como foi a nossa aventura na natureza. Sentimos que estávamos a precisar de entrar em contacto com o campo e decidimos procurar um alojamento que preenchesse todos os nossos requisitos. Não pensem que somos esquisitos mas compreendam que com uma família numerosa e principalmente com dois bebés muito pequenos, as nossas exigências aumentaram.

O Zmar foi a nossa escolha e que excelente escolha! Claro que ficámos reticentes pela possibilidade do tempo não estar a nosso favor pois estávamos em fevereiro, em pleno inverno. Felizmente tivemos sorte e o São Pedro foi nosso amigo!

Dissemos adeus à bronquiolite com a fisioterapia respiratória

Os birrinhas mais novos ainda não entraram para o colégio e já se familiarizaram com a maldita bronquiolite. Esta recusou dizer adeus com as diversas idas às urgências, soro, aerossol, lavagens nasais e até com internamento.

Eu explico…

Comecei a notar que os gémeos tinham alguma dificuldade em respirar, estavam constipados, obstruídos, farfalheira, tossiam imenso e muitas eram as vezes que no meio dessa tosse vomitavam o leite todo. Para agravar a preocupação tinha a sensação que durante a noite o Diego deixava de respirar.

O truque é descomplicar

Nos últimos dias tenho andado a pensar na mãe que me tornei. Isto porque me sinto diferente e, confesso-vos, para melhor.

Quando o Rafael nasceu tudo era novidade. Queria fazer a maioria das coisas sozinha e ficava frustrada quando não conseguia. Chorava ao ritmo dele e parecia carregar o mundo nos ombros, na alma, porque tudo parecia tão complicado. Era mãe de primeira viagem e tudo era novidade, uma autêntica aventura.

Desta feita decidi que tudo seria diferente. Era imperativo melhorar certas atitudes e evitar alguns erros. Sei que amadureci, sei que muitas coisas já não são propriamente novidade, mas estar com os gémeos durante o dia sozinha levantava-me dúvidas sobre se iria dar conta do recado.

Fui mãe, e agora como me olho ao espelho?

Olhar-me ao espelho, ultimamente, não tem sido nada fácil, embora saiba que estas marcas no meu corpo espelham uma grande luta e amor.

Esta gravidez foi bastante difícil, a nível psicológico e físico, e passei por momentos bastantes complicados. Preparei-me para toda a logística que iria ter no futuro mas esqueci-me de me preparar para o reflexo que iria ter no espelho. Estou assustada e a tentar processar tudo e a aceitar(-me).

A minha barriga cresceu bastante, a pele esticou até ao seu limite, e as estrias apareceram nas duas semanas antes do parto. Na altura não valorizei, o foco era outro, mas hoje a realidade é outra.

Hoje, decidi fotografar-me, e encarar-me sem medos. Esta sou eu, agora. Mais pesada é certo, com outras formas, mas também mais recheada de amor. Não me sinto feia, não poderia fazer isso comigo (não o façam também, todas somos lindas), mas não estou confortável com a minha pele.

Parto ou amamentação. Qual custa mais? Eu digo-vos.

Perdi a noção de quantas vezes me perguntaram se estava a amamentar os gémeos e decidi fazer um artigo sobre o tema. Atenção, este texto reflete apenas aquela que foi / tem sido a minha experiência. Em nenhum momento estarei a generalizar seja o que for.

A amamentação do Rafa já tinha sido um processo complicado, porque não tive um bom acompanhamento no pós-parto, era “marinheira de primeira viagem”, não sabia o que significava uma boa pega para o bebé e, consequentemente, não sabia se ele estaria bem alimentado. Naturalmente, o Rafa perdeu mais de 10% do peso esperado nos primeiros dias. A descida do leite deu-se cinco dias após o seu nascimento e até lá foi introduzido suplemento. Ao que parece, os meus mamilos não eram bons para a pega por não serem proeminentes. Tenho implantes e, mal desceu o leite, tive dores horríveis, chorava de manhã à noite, porque estes estavam a fazer uma grande pressão. Ainda assim, aguentei até aos dois meses e meio que o Rafael mamasse no meu peito e bebesse suplemento.

O prometido é devido

Prometi ao Rafael que conheceria os manos no dia seguinte ao nascimento. Fiz-lhe várias promessas que não consegui cumprir, mas esta não poderia falhar.

Os gémeos nasceram a 16 de outubro e no dia 17 tiveram de ir para a Neonatologia, mas apenas fui informada quando o Rafael e o meu pai já estavam a caminho do hospital. O horário de visita naquele espaço é mais apertado e, quando chegaram, estava prestes a terminar. A pediatra aconselhou-me a não o deixar entrar, porque poderia ficar chocado com aquele cenário (os gémeos estavam na incubadora, despidos e cheios de fios). Não segui o seu conselho, conheço o meu filho e sei que isto iria passar-lhe ao lado. Sei que iria ficar todo entusiasmado por os ver, nem que fosse apenas por um minuto.

Amor Eterno

Fico a contemplar-vos e sinto o meu coração a transbordar de amor. Um tipo de amor que já me havia sido apresentado pelo vosso irmão, Rafael, e que pensava ser possível sentir apenas por ele. Tinha medo de não sentir o mesmo por vocês, mas enganei-me.

Lutei durante muito tempo para que crescessem dentro de mim, fortes e saudáveis. Pedi a Deus, todos os dias, para nascerem apenas a partir das 36 semanas e fui atendida. Tentei manter-me tranquila e positiva, por mim e por vocês, para que viessem calmos a este mundo. Disse muitas vezes ao vosso pai que estava tudo bem, quando o meu desejo era fugir daquela cama de hospital. Deitei cá para fora tudo o que estava a sentir, chorei muito, mas apenas durante um único dia em dois meses de internamento. Quando via o vosso irmão, um nó na garganta crescia rapidamente e tornava-se difícil controlar as emoções. Mas ele nunca me viu chorar.

O caos das primeiras noites

Eles são muito calmos, até ver, mas a amamentação destruiu-me física e emocionalmente. Fizemos, literalmente, diretas para amamentar os dois, quando conseguia tratar de um já eram horas de mamar o outro. A pega não estava a ser feita como deve ser, os mamilos começaram a ficar massacrados e tiveram de me emprestar uns de silicone. O problema é que eram do tamanho L, gigantes para bebés tão pequenos. Quando se deu a descida do leite, as dores tornaram-se horríveis, tentei extrair com a bomba e nada saía, eles não conseguiam mamar e ficavam, para além de esfaimados, claramente impacientes (irei escrever um artigo sobre a amamentação dos gémeos para que entendam, ao pormenor, tudo o que passei e como os implantes influenciaram bastante). Para piorar, eles começaram a beber suplemento e tiveram muitas dificuldades. Engasgavam-se e bolsavam imenso, ao ponto de o pai chegar a correr pelos corredores do hospital em busca de uma enfermeira porque chegaram a deixar de respirar. Tiveram até de ser aspirados, porque tinham muitos restos do parto no estômago e ficavam maldispostos. Conseguem imaginar a nossa preocupação?