Arquivo de Maternidade - Birras em Direto
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As Birras e a Paciência

Fotografia Sugar & Soul

As birras sempre me tiraram do sério! O Rafael é um criança de fazer muitas e isso antigamente deixava-me totalmente de rastos.

No início do blog comecei a fazer alguma curadoria para escrever artigos que fossem do meu e do vosso interesse e nomeadamente ajudar-vos com alguns conselhos. Cheguei a fazer um artigo sobre birras e fui procurar muitas dicas para conseguir implementar em casa e posteriormente passar-vos o feedback de como estaria a resultar comigo. Este foi o artigo que fiz na altura: 5 Dicas para lidar com as terríveis birras dos 2 anos. Essas eram aquelas dicas que resultavam comigo na altura e claramente muitas coisas mudaram desde então. O Rafael cresceu, as manhas são maiores e melhores e já nos consegue dar a volta com uma pinta que às vezes nem eu sei como. No entanto, as birras continuam e acho que não vão terminar muito em breve. Conheço adultos que fazem birras piores que as do meu filho mas isso são outros assuntos que posteriormente podemos falar aqui.

As birras continuam e por mais incrível que pareça a minha paciência aumentou. Acho que só um milagre iria permitir um acontecimento destes mas também muitas coisas mudaram na nossa vida.

Aprendi a descomplicar nos mais variados assuntos que dizem respeito à maternidade desde que tive os gémeos. Somos muitos aqui em casa para nos preocupar-nos com temas que nem são problema. Aproveitar o presente sem grandes planos futuros é o nosso maior objetivo, a vida num segundo é capaz de dar uma volta de 180º e isso já nos aconteceu tantas vezes que aprendemos a valorizar o que realmente interessa.

Quando o Rafael está a fazer uma birra eu tento perceber realmente o que se está a passar , tento explicar-lhe as coisas e caso não funcione desvio a atenção dele para outro assunto e rapidamente o foco muda. Claro que às vezes nem isto funciona e eu tenho de arranjar outro esquema ou deixá-lo acalmar-se sozinho. Reagir de forma brusca, com gritos ou palmadas só vai frustrar mais o nosso filho e piorar a situação. Eles são o nosso espelho não se esqueçam!

E aí em casa como andam as birras e essa paciência?

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A comparação

Eu sei que a tentação de compararem gémeos é mais forte e que dificilmente as pessoas se conseguem controlar nos comentários. Eles têm apenas 9 meses e não compreendem mas a Mãe sim, a Mãe ouve, a Mãe fica a pensar neles, naqueles que chegam a ser ofensivos.

A Diana é bonita mas o Diego é muito mais!

A Diana sorri mais que o Diego, ele não é muito simpático!

O Diego deve ter algum problema, está sempre a chorar!

Como eu muitas de vocês devem ouvir estes comentários e mais alguns referentes ao/s vosso/s filho/s. Dar a resposta certa na momento às vezes é difícil e ficamos a remoer naquilo que nos disseram, só passadas algumas horas é que pensamos que podíamos ter respondido à letra.

Se não gostamos de ser comparados porque o fazemos com os outros? A comparação entre gémeos pode futuramente gerar muitas brigas e até insegurança. Cada criança tem a sua personalidade e embora tenham nascido no mesmo dia, até os gémeos verdadeiros são bem diferentes. Segundo alguns especialistas, comparar as crianças ou elogiar uma e apontar o erro da outra são os piores erros na educação de gémeos e também entre irmãos de idades diferentes.

Não vamos massacrar nem vamos permitir que o façam com um dos nossos filhos ao compará-lo com o outro, principalmente em momentos de conflitos ou raiva. Os pais são os primeiros a caírem neste erro, eu não sou exceção à regra mas ao ouvir esses comentários do exterior comecei a cair em mim. Pensei neles, na formação da sua personalidade, nos medos, na insegurança, em tudo o que as crianças podem sentir e acreditem que este tipo de situações podem ser transformadoras na vida dos nossos filhos. Cuidar deles, amá-los, dar-lhes uma infância feliz é o nosso objetivo…

A Diana e o Diego terão as suas identidades espelhadas um no outro eternamente e o jogo das comparações dificilmente irá ter um final mas vamos tentar desfrutar das suas diferenças 🙂

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Os gémeos já foram para a escola

Fotografia Sugar & Soul

Quando engravidei dos gémeos tinha bem presente que apenas iriam entrar para a creche quando tivessem um ano de idade mas tal não aconteceu. Estar com dois bebés em casa 24/24h exige muito de mim e de uma forma que me estava a afetar psicologicamente. Todas sabemos que para os filhos estarem bem as mães têm igualmente de estar.

Para minha surpresa estava a dar conta do recado e muito bem, não pensem que me estou a vangloriar, estou apenas a constatar um facto pois consigo ver a grande diferença da mãe que fui quando o Rafa nasceu e a mãe que sou hoje. Sei que a experiência é maior e que por sua vez facilita e nos deixa menos ansiosas. No entanto, o trabalho que 1 criança e dois bebés dá é muito maior por isso consigo perceber que estou uma mãe mais calma, mais consciente e menos stressada.

Entrar em sintonia com a natureza era a nossa prioridade

Já passaram quase dois meses desde o maravilhoso fim de semana no Zmar mas preciso contar-vos como foi a nossa aventura na natureza. Sentimos que estávamos a precisar de entrar em contacto com o campo e decidimos procurar um alojamento que preenchesse todos os nossos requisitos. Não pensem que somos esquisitos mas compreendam que com uma família numerosa e principalmente com dois bebés muito pequenos, as nossas exigências aumentaram.

O Zmar foi a nossa escolha e que excelente escolha! Claro que ficámos reticentes pela possibilidade do tempo não estar a nosso favor pois estávamos em fevereiro, em pleno inverno. Felizmente tivemos sorte e o São Pedro foi nosso amigo!

Dissemos adeus à bronquiolite com a fisioterapia respiratória

Os birrinhas mais novos ainda não entraram para o colégio e já se familiarizaram com a maldita bronquiolite. Esta recusou dizer adeus com as diversas idas às urgências, soro, aerossol, lavagens nasais e até com internamento.

Eu explico…

Comecei a notar que os gémeos tinham alguma dificuldade em respirar, estavam constipados, obstruídos, farfalheira, tossiam imenso e muitas eram as vezes que no meio dessa tosse vomitavam o leite todo. Para agravar a preocupação tinha a sensação que durante a noite o Diego deixava de respirar.

A menina do Papá

Ele diz que ela olha para ele com outros olhos, que assim que chega perto dela sente uma admiração extrema e diz que é recíproco. Eu passo os dias inteiros com os gémeos, sei distinguir cada movimento e cada som e posso confirmar que o que une aqueles dois é bem especial.

Acho muito bonito pois quero projetar na relação dos dois, a relação que tive e tenho com o meu Pai. Sinto verdadeiramente que vamos ser muito amigas, as melhores amigas e quero ser para ela o que sempre ambicionei ter numa Mãe, não desvalorizando a minha. Dizem que nós quando nascemos, chegamos a este mundo mais aprimorados que os nossos Pais, por isso ambiciono o mesmo para os meus filhos.

E quando os 3 filhos estão doentes em casa?

Até ao momento imaginei mil e uma coisas que pudessem acontecer com 3 filhos mas sinceramente nunca pensei no assunto do contágio de doenças. Quando o Rafael ficava doente, o Pai era sempre a vítima que se seguia e raramente ele me pegava algo, logo era mais fácil controlar a situação. Para ser sincera sempre foi mais difícil tomar conta do meu marido doente do que do Rafael, pois o birras continua com a mesma energia de sempre mas o pai parece que lhe passou um camião por cima (típico dos homens, portanto).

Sapinhos. A doença que apanhou os gémeos.

Há dias notei que os gémeos ficavam um pouco irritados quando bebiam o biberão, choravam bastante e eu não achei que fosse normal. Como o Rafa apanhou todas as doenças propícias da idade, acabei por ganhar alguma experiência. Assim, olhei para o interior das bocas deles e reparei que tinham manchinhas brancas, pensei que pudesse ser do leite, mas desconfiei pois lembrei-me de imediato que o Rafael teve uma candidíase oral, os chamados sapinhos, e que o aspeto era semelhante. Falo de uma infeção provocada por um fungo que afeta muitos bebés saudáveis antes dos seis meses devido a uma baixa de imunidade. Não é grave, mas é muito incomodativo.

Como gerir ciúmes entre irmãos? Dicas aceitam-se.

Os ciúmes do Rafael ainda não chegaram, mas parte-me o coração saber que não consigo dar-lhe a atenção que ele quer.

O meu pai vai busca-lo todos os dias à escola e todos os dias ele janta na casa dos meus pais, uma ajuda fundamental que nos permite ter tudo ainda mais organizado. Chega à nossa casa por volta das 19h30 / 20h e quer logo brincar connosco, mas nem sempre é possível por causa dos manos. Para tentar contornar esta situação, tentamos fazer com que o Rafael também faça parte destes momentos em que tratamos dos gémeos. Estamos conscientes que não é suficiente, porque uma criança da idade dele precisa de brincar mesmo, mas não deixa de ser uma tarefa em que estamos todos juntos e isso já nos deixa a todos bem mais felizes.