A AMIGA IMAGINÁRIA DO RAFAEL - Birras em Direto

A AMIGA IMAGINÁRIA DO RAFAEL

Há um mês atrás estava eu a tentar adormecer o Rafael na minha cama quando ele se começou a rir e disse:

“ Mamã…Mamã, está aqui a Patrícia. Olha a Patrícia Mamã está ao pé de ti “.

Claro que eu dei um pulo, quase caí da cama e acendo de imediato a luz. Mando um berro ao Pai que está na sala e ele vem a correr sem perceber o que se passava.

Eu: Edi o teu filho diz que está aqui uma tal de Patrícia…

Pai: Anh??? Filho quem é a Patrícia?

Rafael: É uma menina!

Pai: Mas onde está a menina Rafael?

Rafael: Ali!!! – Ri-se e aponta para o meu lado!

Quem devia ter posto a fralda naquela noite era eu! Fiquei em pânico e ele na maior. Adormecemos com a luz e a tv acesa só para que conste.

Mais dias se passaram e ele com a mesma história, todas as noites, a apontar para o mesmo sítio e lá eu e o Pai nos habituámos à presença da Patrícia no nosso quarto. Arrepiante não é?

Há uns dias, estávamos a ver TV na sala e o Rafael vem com a mesma história. Lá estava novamente a Patrícia a fazer-nos companhia… Decidimos fazer mais perguntas e ele respondia sempre. Segundo o Rafael, a Patrícia é uma menina pequenina, bonita e costumava brincar com ele.

Li alguns artigos sobre amigos imaginários nestas idades e foi isto que assimilei ou tentei vá…

  • É perfeitamente normal as crianças conversarem e brincarem com amigos imaginários
  • As crianças que têm amigos imaginários são muito criativas
  • Os pais não devem ficar alarmados e devem aceitar a situação com brincadeira
  • As crianças entre os 3 e os 6 anos desenvolvem muito este tipo de fantasia
  • Os filhos únicos têm tendência a ter amigos imaginários pela necessidade de companhia
  • A situação pode ficar mais séria quando a criança deixa de socializar e apenas “conversa e brinca” com o amiguinho invisível
  • Não se deve negar a existência do amigo imaginário
  • Observar as conversas entre o seu filho e o tal amigo pode ajudar a compreender os sentimentos da criança pois às vezes não os expõe aos pais por não saber como
  • Dois terços das crianças têm amigos imaginários

Para ser sincera a minha primeira reação foi de pânico mas já me habituei aos diálogos que costuma ter enquanto brinca sozinho e até fico atenta para perceber a conversa e assimilar algo que seja importante.

Alguma Mamã ou Papá que lhes tenha acontecido o mesmo? Só para não me sentir sozinha no meio do mundo dos amigos imaginários! 

Beijinhos

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Comentários (9)

  • Liliana 1 mês ago Responder

    O meu César tem 10 anos, é só agora é que deixou o amigo Paté Alentejano! Viveu mil e uma aventuras. Uma altura, eu trabalhava em transportes hospitalares, e o Paté veio comigo na ambulância, até se perder nas urgências do hospital de S. José. Foi dramático, até porque entretanto mudámos para o Algarve e o amigo não aparecia. Curiosamente apareceu em Loulé, após descobrir-mos e mostrar-mos ao César, uma loja que se chamava “Paté”. Foi remédio santo. O César sendo o 5filho, não foi assustador a chegada do amigo. Era só mais um que vinha a casa. Às vezes também jantava.

    Marta Rodrigues 1 mês ago Responder

    Opa adoro ler histórias assim! Obrigada pela partilha 🙂 Beijinhos grandes

  • vanda pedro 1 mês ago Responder

    Parabéns pela página! Gostei muito de ler sobre as várias experiências dos filhotes e pergunto-me se a minha princesa também virá a ter algum.
    P.s. vi a foto que acompanha o artigo e no fundo tem uma cómoda branca. Não é a que foi chamada de volta ao ikea porque se não estiverem presas à parede (não vêm com material para prender) caem se uma criança se pendurar e a esmaga? Muita atenção!
    tudo de bom:)

    Marta Rodrigues 1 mês ago Responder

    Muito obrigada Vanda! Nem todas as crianças vivem as mesmas experiências! 🙂 Sim é a cómoda do IKEA e obrigada também pelo aviso, já estamos alertados! Um beijinho grande 🙂

  • Cátia 2 meses ago Responder

    Olá Marta, comigo aconteceu o mesmo, o Dinis esta hoje com sete anos mas aos três tinha uma amiga chamada Samanta (algo que achei na altura mesmo estranho pois ele não lidava com ninguem com esse nome) ela entrava todos dias pela janela da sala, tinha duas tranças no cabelo e ele divertia-se imenso com ela. O primeiro dia que ele abordou o tema confesso que também ia caindo do sofá mas lá tive de me habituar à pequena Samanta que com o tempo nunca mais apareceu.

    Marta Rodrigues 2 meses ago Responder

    Imagino o susto inicial. Demorou muito tempo a passar? Beijinhos

    Cátia 2 meses ago

    Ainda demorou cerca de um ano, chegou a um ponto que a Samanta ja fazia parte da rotina, mas depois quase de um dia para o outro nunca mais falou dela e hoje em dia nem se lembra. Acho que faz parte do crescimento deles e nós la temos que nos adaptar. Beijinhos e parabéns pelo seu trabalho.

  • Aurora Madaleno 2 meses ago Responder

    Achei muito bom o texto passei o mesmo com o meu filho ele tinha 3 anos e o seu amigo era o João o pai saltava e medo eu sempre mantive a calma e estimulava ele a falar sobre o João e pude me aperceber que era por se sentir sozinho e com saudades dos primos, hoje tem 5 anos e o João ja deixou de aparecer cá por casa. 😊😊😊

    Marta Rodrigues 2 meses ago Responder

    Ahahahah Faço ideia o susto do Pai, aqui por casa ele até muda de cor 🙂 Beijinhos e obrigada pela partilha!

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